CINEMA PARA TODOS

TERMO DE FOMENTO Nº 305/2026
P
ROCESSO SCEC-PRC-2026-00161-DM
D
emanda 100883
U
GE 120125

O Cinema, considerado a Sétima Arte, é uma das formas de expressão mais poderosas da humanidade, devido à sua capacidade única de fundir, em uma experiência sensorial completa, imagem, som, tempo, espaço, narrativa…
Muito mais do que entretenimento, o Cinema funciona como um espelho da sociedade, sendo capaz de documentar épocas, questionar valores e, acima de tudo, gerar empatia, ao nos permitir “viver” vidas que não são as nossas.
A importância dos filmes para o público em geral reside na sua função de catarse e conexão.
Para muitos, o Cinema é:

1 – Uma janela para o mundo, ao permitir conhecer culturas, línguas e realidades geográficas distantes e diversas, sem sair da poltrona;

2 – Educação Emocional, ao auxiliar a processar sentimentos complexos, como o luto, o amor e o medo, por intermédio das histórias vividas pelos personagens;

3 – Memória Coletiva, por realizar filmes que se tornam marcos culturais definidores de gerações.

E, embora o Cinema seja uma arte de massas, existe uma distinção clara entre os tipos de filmes e como eles chegam ao público. Essa “acessibilidade” pode ser entendida de duas formas: econômica/distributiva e intelectual/estética.
O Cinema cumpre seu papel pleno como arte, quando desafia o espectador, tirando-o de sua zona de conforto, ao mesmo tempo em que oferece o acolhimento de uma boa história.
Terminado esse preâmbulo, é importante destacar que, procurando desmistificar a crença ou a opinião geral de que filmes classificados como sendo de Arte e/ou considerados clássicos são difíceis de serem compreendidos pelo espectador comum, o Cauim, o cineclube que promove cultura e cidadania em Ribeirão Preto, criou as sessões CINEMA PARA TODOS.
Todos os filmes a serem exibidos nas sessões são de fácil compreensão. Mas, mesmo assim, eles levam o espectador a refletir e a se questionar, além de fazê-lo perceber que o Cinema não se resume a filmes de ação ou aos blockbusters hollywoodianos. Também fazem o público entender que não é por ser em preto e branco ou em cores ou pertencer à fase do Cinema Mudo ou à fase do Cinema Sonoro que uma fita se torna boa ou ruim.
E estes são os filmes selecionados para serem exibidos, de forma gratuita, nas sessões CINEMA PARA TODOS:

Cinema Paradiso (Nuovo Cinema Paradiso, Itália, 1988, 121’)
Cinema Paradiso é, antes de tudo, um filme dedicado ao Cinema para aqueles que amam o Cinema.
O filme acompanha a vida de Salvatore di Vita, um cineasta bem-sucedido que vive em Roma. Certo dia, ele recebe um telefonema de sua mãe, para informar que seu amigo Alfredo está morto. O nome de Alfredo traz a Salvatore lembranças de sua infância, passada numa pequena vila siciliana. Traz, sobretudo, lembranças do Cinema Paradiso, para onde Salvatore, na época chamado de Totó, ia sempre que podia. Foi ali que Salvatore, fazendo companhia ao projecionista Alfredo, aprendeu a amar o Cinema. O ápice da fita ocorre quando Salvatore recebe o último presente deixado por Alfredo: um rolo de filme. Ao projetá-lo sozinho em uma sala de cinema, Salvatore descobre que Alfredo uniu todas as cenas de beijo e de afeto que, décadas atrás, haviam sido censuradas pelo padre local.
Direção: Giuseppe Tornatore
Elenco: Philippe Noiret, Jacques Perrin, Salvatore Cascio, Marco Leonardi, Agnese Nano, Leopoldo Trieste, Enzo Cannavale,, Isa Danieli, Antonella Attili, Leo Gulotto, Brigitte Fossey, Roberta Lena
Música: Ennio Morricone

Philippe Noiret e Salvatore Cascio, interpretando, respectivamente, Alfredo e Totó, numa cena de Cinema Paradiso.

Em Busca De Ouro (The Gold Rush, Estados Unidos, 1925, 75’)
O filme reconstitui a febre do ouro no Alasca, no final do século 19. Chaplin interpreta, uma vez mais, Carlitos, que, travestido de garimpeiro, parte para o inóspito território do Alasca. Lá, ele enfrenta o frio e a fome, passando por todo tipo de risco, para realizar o sonho de se tornar rico. Numa ida à cidade, ele se encanta por Georgia, uma bela dançarina de saloon, sem se dar conta de que está sendo alvo de zombarias.
Esta fita, em que se misturam o drama, a comédia e a aventura, tudo em doses certas, traz cenas antológicas, como a de Carlitos comendo o sapato e fazendo os pãezinhos dançarem.
Direção: Charles Chaplin
Elenco: Charles Chaplin, Mack Swain, Georgia Hale, Tom Murray, Henry Bergman, Malcolm Waite

Georgia Hale e Charles Chaplin, encarnando, respectivamente, a dançarina Georgia e Carlitos, numa cena de Em Busca do Ouro.

Absolutamente Certo! (1957, 93’)
Para ajudar o pai paralítico e conseguir dinheiro para se casar com a vizinha (os dois estão noivos há dez anos, para desespero dos pais da noiva, que possuem o único aparelho de televisão da rua), o linotipista Zé do Lino, que sabe de cor toda a lista telefônica da cidade de São Paulo, decide participar de um concurso milionário de perguntas e respostas na televisão. A fama e o envolvimento de um bookmaker dificultam a realização dos sonhos de Zé do Lino.
Sucesso de público em sua época e vencedora de importantes prêmios, como o Saci e o Governador do Estado, a comédia romântica Absolutamente Certo! marca a estreia do conhecido ator Anselmo Duarte (1920-2009) na direção de longas-metragens de ficção.
Direção: Anselmo Duarte
Elenco: Anselmo Duarte, Dercy Gonçalves, Odete Lara, Aurélio Teixeira, Maria Dilnah, José Policena, Luiz Orioni, Jaime Barcellos, Fregolente, Carlos Costa, Marina Freire

Cartaz do filme Absolutamente Certo!

Marcelino Pão e Vinho (Marcelino, Pan y Vino, Espanha, 1955, 86’)
Um frade franciscano conta para uma menina doente a lenda de Marcelino. Quando bebê, ele foi deixado na porta do mosteiro. Após frustradas tentativas de entregá-lo para adoção, Marcelino acaba sendo criado pelos frades franciscanos. Ele cresce fazendo travessuras e levando todos no convento à loucura com sua desobediência e imaginação. Mediante a solidão e a falta de crianças de sua idade para brincar, Marcelino se diverte inventando apelidos para os frades, criando um amigo imaginário chamado Manuel, inventando histórias inacreditáveis. Uma das histórias que relata, porém, desafia a curiosidade dos religiosos, que resolvem conferi-la pessoalmente. Então, eles constatam, com surpresa, o divino poder da inocência; e Marcelino se torna o protagonista de um milagre que marcará para sempre o vilarejo espanhol onde ocorre a história.
O filme é baseado no livro homônimo escrito pelo escritor espanhol José María Sanchéz Silva (1911-2022).
Direção: Ladislao Vajda
Elenco: Pablito Calvo, Rafael Rivelles, Juan Calvo, Antonio Vico, José Nieto, Fernando Rey, Carmen Carbonell, Carlota Bilbao

Pablito Calvo, interpretando o protagonista de Marcelino Pão e Vinho.


“Minha grande paixão é o Cineclube Cauim, uma ONG que tem como objetivo disseminar a cultura através da música, teatro e cinema, para que a população do município possa usufruir de uma ferramenta educacional.”

– Sócrates, jogador

O Cineclube Cauim é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 1979 e patrimônio da cidade de Ribeirão Preto – SP e do Brasil, promove a cidadania através da Cultura e Educação.

Onde Estamos

Contato

Telefone: (16) 3441-4341
E-mail: atendimento@cauim.org

Doações Avulsas

Chave PIX: salve@cauim.org

Transferência Bancária

Banco: Banco do Brasil
Agência: 0028-0
Conta-corrente: 45183-5
CNPJ: 51.820.371/0001-50
Razão Social: Cineclube Cauim

Doações Recorrentes

Ambiente 100% seguro. Tecnologia Apoia-se.

© 2026 · Cineclube Cauim · CNPJ: 51.820.371/0001-50