EL MUNDO EN EL CINE

ACUERDO DE FINANCIACIÓN N.º 301/2026
PPROCESO SCEC-PRC-2026-00076-DM
Demanda 100590
UGE 120125
El proyecto EL MUNDO EN EL CINE consiste na realização de sessões gratuitas de cinema no Cineclube Cauim, destinadas a famílias, associações de bairros de Ribeirão Preto, por meio da FABARP — Federação das Associações de Bairros de Ribeirão Preto (CNPJ 51.822.583/0001-77), estudantes das redes pública e privada de ensino e ao público em geral. A proposta utiliza o Cinema como ferramenta de reflexão e diálogo sobre o cotidiano global, por meio da exibição de filmes de diferentes países, promovendo o contato dos espectadores com diversas culturas, realidades sociais e contextos históricos. O objetivo do projeto é aproximar a população ribeirão-pretana da linguagem cinematográfica,
ampliando o acesso à cultura, estimulando o pensamento crítico e contribuindo para a formação cultural e cidadã dos participantes.
En el segundo párrafo del prefacio de su libro El cine: su arte, su técnica, su economía. (Le Cinéma Son Art, Sa Tecnique, Son Économie, traducido por Luiz & Thais L. de Vasconcelos, con la colaboración de Adriano Kury, Río de Janeiro, Livraria-Editora da Casa do Estudante do Brasil, 1951, p. 9), el crítico e historiador de cine francés Georges Sadoul (1904-1967) escribió:
“El cine es, ante todo, entretenimiento. Pero también es, sin que siempre seamos conscientes de ello, un medio de instrucción. A través de las películas, sin salir del pequeño pueblo o aldea donde viven, el espectador aprende sobre países lejanos, entra en contacto con sus costumbres, sus paisajes, sus viviendas, su civilización. El cine, al mostrar, hace que las cosas se conozcan más fácilmente que los libros y los escritos. Los escritores describen las olas del mar. Las películas nos las hacen ver en toda su impresionante veracidad.”
Reflexionando sobre las palabras de Sadoul, llegamos a la conclusión de que el cine es la máquina del tiempo y el dispositivo de teletransportación más accesibles jamás creados. Porque, a menudo, vemos una película despreocupadamente, buscando solo entretenimiento, y, sin darnos cuenta, recibimos un pasaporte sellado a un rincón diferente del mundo.
Viajar físicamente es una experiencia increíble e inolvidable. Sin embargo, solo podemos llegar hasta donde nos lo permitan el mapa y nuestro presupuesto. El cine ya no tiene estas barreras. Nos lleva a un Nueva York futurista, al desierto del Sahara, a las calles históricas de Roma, al corazón de África, a la Antigua Grecia, a un pueblo en la campiña brasileña…
MPero la gran magia del cine no reside solo en mostrar paisajes. Reside en mostrar el alma de un pueblo.
Quando assistimos a um filme produzido em outro país, nós não estamos apenas vendo pontos turísticos. Nós estamos observando como os habitantes daquele país tomam café da manhã, como eles lidam com o luto, o que faz eles sorrirem, quais são os seus maiores medos… Enfim, aprendemos, de forma viva e pulsante, sobre os costumes, as tradições e a História daquele país.
Así que, súbete a bordo de Cauim, el cineclub que promueve la cultura y la ciudadanía en Ribeirão Preto, y disfruta de las proyecciones. EL MUNDO EN EL CINE.
E estes são os filmes selecionados para serem exibidos, de forma gratuita, nas sessões EL MUNDO EN EL CINE:
Morangos Silvestres (Smultronstället, Suécia, 1957, 95’)
No caminho da Universidade de Lund, onde receberá uma homenagem em honra pela vida dedicada à profissão, o prof. Isak Borg, um médico veterano, relembra os principais momentos de sua vida, momentos esses em que se misturam alegrias e tristezas.
Ao lado de Umberto D (ídem, 1952), de Vittorio de Sica (1901-1974), e Viver (Ikiru, 1952), de Akira Kurosawa (1910-1998), Morangos Silvestres é um dos mais belos filmes sobre a velhice.
Dirección: Ingmar Bergman
Elenco: Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Jullan Kindahl, Folke Sundquist, Björn Bjelfvenstam

Victor Sjöström (1879-1960) e Ingrid Thulin (Ingrid Lilian Thulin, 1926-2004), numa cena de Morangos Silvestres.
Ran (ídem, Japão e França, 1985, 155’)
No Japão do século 16, Hidetora, um senhor feudal, decide dividir suas posses entre os três filhos. Os filhos mais velhos se tornam rivais e começam a lutar pelo controle total das terras, o que ameaça arruinar os domínios da família. O filho mais novo, que quer se manter fiel ao pai, é banido pelos irmãos e é o único com coragem para contar a Hidetora o que está acontecendo.
O filme é uma livre adaptação de Rei Lear (King Lear, 1605-1606). Mantém apenas a linha principal da história narrada na peça teatral de William Shakespeare (1564-1616).
Dirección: Akira Kurosawa
Elenco: Tatsuya Nakadai, Akira Terao, Jinpachi Nezu, Daisuke Ryû, Mieko Harada, Yoshiko Miyazaki

Mieko Harada, representando Kaede, numa cena de Ran.
O Anjo Exterminador (El Angel Exterminador, México, 1962, 88’)
Após um jantar de gala, os ricos convidados, por uma razão inexplicável, não conseguem deixar o lugar. Horas, dias e semanas se passam. As máscaras e convenções sociais começam a ruir, revelando a falsidade e podridão de cada pessoa.
Para o crítico e ensaísta estadunidense Roger Ebert (Roger Joseph Ebert, 1942 -2013), os convidados para o jantar “representam a classe dominante da Espanha franquista”.
Ainda segundo Ebert, o diretor do filme, Luis Buñuel (Luis Buñuel Portolés, 1900-1983), tinha “a firme convicção de que a maioria das pessoas era hipócrita”.
Na década de 1920, Buñuel, nascido na Espanha, envolveu-se com os surrealistas franceses.
Dirección: Luis Buñuel
Elenco: Silvia Pinal, Enrique Rambal, Jacqueline Andere, Claudio Brook, Lucy Gallardo

A cena do jantar de O Anjo Exterminador.
O Pianista (The Pianist, França, Alemanha, Reino Unido e Polônia, 2002, 148’)
Wladyislaw Szpilman, um músico judeu polonês, luta para sobreviver no Gueto de Varsóvia, durante a ocupação nazista, na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O filme é baseado na autobiografia do pianista Wladyislaw Szpilman (1911-2000).
A história tem conexões com o diretor Roman Polanski, nascido na Polônia e que escapou do Gueto de Cracóvia, após a morte de sua mãe. Polanski viveu na fazenda de um polonês, até o fim da guerra; então, reencontrou o pai, que quase morreu nos campos de concentração.
Dirección: Roman Polanski
Elenco: Adrien Brody, Thomas Kretschmann, Frank Finlay, Maureen Lipman, Emilia Fox, Ed Stoppard, Julia Rayner, Jessica Kate Meyer

Adrien Brody, interpretando Wladyislaw Szpilman, em O Pianista.