FILMES DA 15ª MOSTRA DE CINEMA E DIREITOS HUMANOS SÃO EXIBIDOS NO CAUIM

O Cauim, cineclube que promove cidadania e cultura em Ribeirão Preto exibirá, de 15 a 30 de junho de 2026, os filmes da 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos, organizada pelo Ministério da Cultura.
A iniciativa promove uma programação composta por doze sessões de cinema ao longo da última quinzena do mês, reunindo produções audiovisuais brasileiras que abordam a temática Direitos Humanos e Emergência Climática: Rumo a um Futuro Sustentável.
Mostra tem como objetivo ampliar o acesso ao cinema nacional e estimular reflexões sobre questões sociais, ambientais e culturais por meio da linguagem audiovisual.
Todas as sessões serão gratuitas.
A seguir, segue a PROGRAMAÇÃO completa.

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DE 15/06/2026 A 19/06/2026

15/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia Antônia Melo, liderança histórica do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, criado em oposição aos impactos da Hidrelétrica de Belo Monte. A sessão amplia o debate sobre justiça ambiental, memória e os modos de vida ameaçados por grandes empreendimentos e processos de devastação dos territórios, com filmes que atravessam rios, enchentes, ancestralidade e resistência coletiva.
Volta Grande
(2020, 27’)
Famílias ribeirinhas lutam para retornar ao seu território nas margens do rio Xingu, de onde foram expulsas pela Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Em uma articulação inédita, criam o Conselho Ribeirinho, responsável por reconhecer as famílias tradicionais deslocadas e criar uma proposta de reparação que garanta seus direitos territoriais e a manutenção de seu modo de vida. Após anos de luta, os ribeirinhos finalmente retornam ao seu território.
Dirección:
Fábio Nascimento
Este documentário tem classificação livre.

Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga (2025, 17’)
Cerrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga
transporta o espectador por uma viagem pelas águas que ligam o Cerrado à Amazônia, à Caatinga e ao Pantanal, desde a nascente até o encontro com grandes rios. A partir dos relatos de povos indígenas e de povos e comunidades tradicionais, destacam-se as ameaças e a destruição do meio ambiente e dos modos de vida que protegem a Natureza.
Dirección:
Fellipe Abreu & Luis Felipe Silva
Este documentário tem classificação livre.
As Lavadeiras do Rio Acaraú Transformam a Embarcação em Nave de Condução
(2021, 12’)
O fluxo das águas do Rio Acaraú, que atravessa a cidade de Sobral, no Ceará, conta uma história na qual o esfregar e o voar fazem parte do mesmo gesto coletivo.
Dirección:
Kulumym-Açu
Este documentário/experimental tem classificação livre.
Kutala
(2025, 5’)
As brincadeiras de crianças de terreiro do Kilombu Manzo, na observância dos mais velhos, transmitem o saber ancestral à geração neta, em que passado, presente e futuro se entrelaçam, demostrando que o saber quilombola está plantado nas matas e corre livre nos caminhos das águas, fazendo-nos confundir a interpretação do ontem no tempo do hoje.
Dirección:
Fabio Martins & Quilombo Manzo
Este documentário tem classificação indicativa de 12 anos.

16/06/2025 – 18 horas
A sessão presta homenagem a Raoni Metuktire, reconhecido internacionalmente por sua trajetória em defesa dos povos indígenas e da Amazônia, reunindo filmes que refletem sobre os impactos do agronegócio, da devastação ambiental e da contaminação dos territórios indígenas e camponeses, ao mesmo tempo em que reafirmam práticas coletivas de resistência e cuidado com a floresta.
Grão
(2020, 16′)
Um olhar poético sobre a luta de famílias em Mato Grosso. São famílias que resistem aos venenos, à truculência e ao poder do agronegócio com trabalho, força e fé.
D
dirección: Adriana Miranda
Este documentário tem classificação indicativa de 12 anos.

Uma imagem do filme Grão.

Faísca (2025, 12’)
O desaparecimento das onças do território provoca desolação na comunidade. Mulheres de gerações diferentes se mobilizam para o retorno das onças, antes que todas desapareçam.
D
dirección: Bárbara Matias Kariri
Este filme experimental tem classificação indicativa livre.
S
ukande Kasáká|Terra Doente (2025, 30’)
Kamikia e Lewaiki, do povo Kisêdjê, são obrigados a abandonar sua maior aldeia após detectarem a contaminação por agrotóxicos, que envenena suas terras, rios e alimentos. Cercados por monoculturas de soja, eles lutam para proteger sua cultura, suas famílias e seu território, enfrentando um inimigo invisível que ameaça sua existência.
D
dirección: Kamikia Kisedje & Fred Rahal
Este documentário tem classificação indicativa livre.

17/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia Nêgo Bispo, pensador quilombola cuja obra propõe uma cosmopercepção construída a partir dos saberes e modos de vida afropindorâmicos.
A
inda Há Moradores Aqui (2025, 43’)
Em meio a bairros fantasmas, Ainda Há Moradores Aqui expõe as marcas do desastre industrial causado pela mineradora Braskem em Maceió, capital de Alagoas. O filme dá rosto e voz para preservar a memória das pessoas que resistem e lutam por justiça e reparação.
D
dirección: Tiago Rodrigues
Este documentário tem classificação indicativa de 12 anos.

18/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia a cineasta Sueli Maxacali.
Y
õg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (2024, 90’)
Y
õg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá conta a busca de Sueli Maxakali e Maísa Maxakali pelo pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas durante a ditadura militar no Brasil. O filme acompanha a jornada da cineasta para reencontrar o pai, bem como as lutas enfrentadas pelos povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios e modos de vida.
A partir dessa travessia íntima e política, a obra conecta memória, ancestralidade e resistência indígena, refletindo sobre os impactos históricos da violência de Estado contra os povos originários e as permanentes lutas desses povos pela preservação de seus territórios e modos de vida.
D
dirección: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero & Luisa Lanna
Este documentário tem classificação indicativa livre.

19/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia Nêgo Bispo, pensador quilombola cuja obra propõe uma cosmopercepção construída a partir dos saberes e modos de vida afropindorâmicos.
P
au D’Arco (2025, 89’)
Depois de sobreviver à chacina em que a polícia matou dez trabalhadores sem-terra, a principal testemunha do crime e seu advogado lutam por justiça e pelo direito à terra. Ao seguir seus passos por sete anos na Amazônia Paraense, acontecimentos chocantes indicam uma possível tentativa de encobrir o crime.
D
dirección: Ana Aranha
Este documentário tem classificação indicativa de 14 anos.

PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DE 22/06/2026 A 26/06/2026

22/06/2025 – 18 horas
A sessão presta homenagem a Raoni Metuktire, reconhecido internacionalmente por sua trajetória em defesa dos povos indígenas e da Amazônia, reunindo filmes que refletem sobre os impactos do agronegócio, da devastação ambiental e da contaminação dos territórios indígenas e camponeses, ao mesmo tempo em que reafirmam práticas coletivas de resistência e cuidado com a floresta.
G
rão (2020, 16’)
Um olhar poético sobre a luta de famílias em Mato Grosso. São famílias que resistem aos venenos, à truculência e ao poder do agronegócio com trabalho, força e fé.
D
dirección: Adriana Miranda
Este documentário tem classificação indicativa de 12 anos.
F
aísca (2025, 12’)
O desaparecimento das onças do território provoca desolação na comunidade. Mulheres de gerações diferentes se mobilizam para o retorno das onças, antes que todas desapareçam.
D
dirección: Bárbara Matias Karir.
Este filme experimental tem classificação indicativa livre.
S
ukande Kasáká|Terra Doente (2025, 30’)
Kamikia e Lewaiki, do povo Kisêdjê, são obrigados a abandonar sua maior aldeia após detectarem a contaminação por agrotóxicos, que envenena suas terras, rios e alimentos. Cercados por monoculturas de soja, eles lutam para proteger sua cultura, suas famílias e seu território, enfrentando um inimigo invisível que ameaça sua existência.
D
dirección: Kamikia Kisedje & Fred Rahal
Este documentário tem classificação indicativa livre.

23/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia a cineasta Sueli Maxacali.
Y
õg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (2024, 90’)
Y
õg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá conta a busca de Sueli Maxakali e Maísa Maxakali pelo pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas durante a ditadura militar no Brasil. O filme acompanha a jornada da cineasta para reencontrar o pai, bem como as lutas enfrentadas pelos povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios e modos de vida.
A partir dessa travessia íntima e política, a obra conecta memória, ancestralidade e resistência indígena, refletindo sobre os impactos históricos da violência de Estado contra os povos originários e as permanentes lutas desses povos pela preservação de seus territórios e modos de vida.
D
dirección: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero & Luisa Lann.
Este documentário tem classificação indicativa livre.

24/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia Nêgo Bispo, pensador quilombola cuja obra propõe uma cosmopercepção construída a partir dos saberes e modos de vida afropindorâmicos.
A
inda Há Moradores Aqui (2025, 43’)
Em meio a bairros fantasmas, Ainda Há Moradores Aqui expõe as marcas do desastre industrial causado pela mineradora Braskem em Maceió, capital de Alagoas. O filme dá rosto e voz para preservar a memória das pessoas que resistem e lutam por justiça e reparação.
D
dirección: Tiago Rodrigues
Este documentário tem classificação indicativa de 12 anos.

25/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia Nêgo Bispo, pensador quilombola cuja obra propõe uma cosmopercepção construída a partir dos saberes e modos de vida afropindorâmicos.
P
au D’Arco (2025, 89’)
Depois de sobreviver à chacina em que a polícia matou dez trabalhadores sem-terra, a principal testemunha do crime e seu advogado lutam por justiça e pelo direito à terra. Ao seguir seus passos por sete anos na Amazônia Paraense, acontecimentos chocantes indicam uma possível tentativa de encobrir o crime.
D
dirección: Ana Aranha
Este documentário tem classificação indicativa de 14 anos.

26/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia Antônia Melo, liderança histórica do Movimento Xingu Vivo Para Sempre, criado em oposição aos impactos da Hidrelétrica de Belo Monte. A sessão amplia o debate sobre justiça ambiental, memória e os modos de vida ameaçados por grandes empreendimentos e processos de devastação dos territórios, com filmes que atravessam rios, enchentes, ancestralidade e resistência coletiva.
V
olta Grande (2020, 27’)
Famílias ribeirinhas lutam para retornar ao seu território nas margens do rio Xingu, de onde foram expulsas pela Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Em uma articulação inédita, criam o Conselho Ribeirinho, responsável por reconhecer as famílias tradicionais deslocadas e criar uma proposta de reparação que garanta seus direitos territoriais e a manutenção de seu modo de vida. Após anos de luta, os ribeirinhos finalmente retornam ao seu território.
D
dirección: Fábio Nascimento
Este documentário tem classificação livre.
C
errado, Coração das Águas: Conexão Caatinga (2025, 17’)
Ce
rrado, Coração das Águas: Conexão Caatinga transporta o espectador por uma viagem pelas águas que ligam o Cerrado à Amazônia, à Caatinga e ao Pantanal, desde a nascente até o encontro com grandes rios. A partir dos relatos de povos indígenas e de povos e comunidades tradicionais, destacam-se as ameaças e a destruição do meio ambiente e dos modos de vida que protegem a Natureza.
D
dirección: Fellipe Abreu & Luis Felipe Silva
Este documentário tem classificação livre.
A
s Lavadeiras do Rio Acaraú Transformam a Embarcação em Nave de Condução (2021, 12’)
O fluxo das águas do Rio Acaraú, que atravessa a cidade de Sobral, no Ceará, conta uma história na qual o esfregar e o voar fazem parte do mesmo gesto coletivo.
D
dirección: Kulumym-Açu
Este documentário/experimental tem classificação livre.
K
utala (2025, 5’)
As brincadeiras de crianças de terreiro do Kilombu Manzo, na observância dos mais velhos, transmitem o saber ancestral à geração neta, em que passado, presente e futuro se entrelaçam, demostrando que o saber quilombola está plantado nas matas e corre livre nos caminhos das águas, fazendo-nos confundir a interpretação do ontem no tempo do hoje.
Di
reção: Fabio Martins & Quilombo Manzo
Este documentário tem classificação indicativa de 12 anos.

PROGRAMAÇÃO DOS DIAS 29/06/2026 e 30/06/2026

29/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia a cineasta Sueli Maxacali.
Y
õg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá (2024, 90’)
Y
õg Ãtak: Meu Pai, Kaiowá conta a busca de Sueli Maxakali e Maísa Maxakali pelo pai, Luis Kaiowá, de quem foram separadas durante a ditadura militar no Brasil. O filme acompanha a jornada da cineasta para reencontrar o pai, bem como as lutas enfrentadas pelos povos indígenas Tikmũ’ũn e Kaiowá em defesa de seus territórios e modos de vida.
A partir dessa travessia íntima e política, a obra conecta memória, ancestralidade e resistência indígena, refletindo sobre os impactos históricos da violência de Estado contra os povos originários e as permanentes lutas desses povos pela preservação de seus territórios e modos de vida.
D
dirección: Sueli Maxakali, Isael Maxakali, Roberto Romero & Luisa Lanna
Este documentário tem classificação indicativa livre.

30/06/2026 – 18 horas
A sessão homenageia Nêgo Bispo, pensador quilombola cuja obra propõe uma cosmopercepção construída a partir dos saberes e modos de vida afropindorâmicos.
Pa
u D’Arco (2025, 89’)
Depois de sobreviver à chacina em que a polícia matou dez trabalhadores sem-terra, a principal testemunha do crime e seu advogado lutam por justiça e pelo direito à terra. Ao seguir seus passos por sete anos na Amazônia Paraense, acontecimentos chocantes indicam uma possível tentativa de encobrir o crime.
D
dirección: Ana Aranha
Este documentário tem classificação indicativa de 14 anos.


“"Mi gran pasión es el Club de Cine de Cauim, una ONG que tiene como objetivo difundir la cultura a través de la música, el teatro y el cine, para que la población del municipio pueda beneficiarse de una herramienta educativa."”

– Sócrates, el jugador

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