O MUNDO NO CINEMA

TERMO DE FOMENTO Nº 301/2026
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ROCESSO SCEC-PRC-2026-00076-DM
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No segundo parágrafo do Prefácio de seu livro O Cinema Sua Arte, Sua Técnica, Sua Economia (Le Cinéma Son Art, Sa Tecnique, Son Économie, tradução de Luiz & Thais L. de Vasconcelos, com a colaboração de Adriano Kury, Rio de Janeiro, Livraria-Editora da Casa do Estudante do Brasil, 1951, p. 9), o crítico cinematográfico e historiador francês Georges Sadoul (1904-1967) escreveu:

“O Cinema é, antes de mais nada, um divertimento. Mas é também, sem que disso nem sempre se tenha consciência, um meio de instrução. Por intermédio dos filmes, sem sair da cidadezinha ou da vila onde vive, o espectador aprende a conhecer alguma coisa dos países longínquos, toma contato com os seus costumes, as suas paisagens, as suas habitações, a sua civilização. O Cinema, porque mostra, dá a conhecer mais facilmente que os livros e os escritos. Os escritores descrevem as vagas do mar. Os filmes nos fazem vê-las na sua impressionante verdade.”

Refletindo a respeito dessas palavras de Sadoul, chegamos à conclusão de que o Cinema é a máquina do tempo e de se teletransportar mais acessível que já foi criada. Pois, muitas vezes, assistimos despreocupadamente a um filme, buscando apenas entretenimento, e, sem perceber, recebemos um passaporte carimbado para um canto diferente do mundo.
Viajar fisicamente é uma experiência incrível e inesquecível. Entretanto, só conseguimos ir até onde o mapa e o nosso bolso permitem. O Cinema já não tem essas barreiras. Ele nos leva para uma Nova York futurista, para o Deserto do Saara, para as ruelas históricas de Roma, para o coração da África, para a Grécia Antiga, para uma vila do interior do Brasil…

Mas a grande magia do Cinema não é só mostrar as paisagens. É mostrar a alma de um povo.

Quando assistimos a um filme produzido em outro país, nós não estamos apenas vendo pontos turísticos. Nós estamos observando como os habitantes daquele país tomam café da manhã, como eles lidam com o luto, o que faz eles sorrirem, quais são os seus maiores medos… Enfim, aprendemos, de forma viva e pulsante, sobre os costumes, as tradições e a História daquele país.
Então, embarque no Cauim, o cineclube que difunde cultura e cidadania em Ribeirão Preto, e aproveite as sessões O Mundo no Cinema.
E estes são os filmes selecionados para serem exibidos, de forma gratuita, nas sessões O Mundo no Cinema:

Morangos Silvestres (Smultronstället, Suécia, 1957, 95’)
No caminho da Universidade de Lund, onde receberá uma homenagem em honra pela vida dedicada à profissão, o prof. Isak Borg, um médico veterano, relembra os principais momentos de sua vida, momentos esses em que se misturam alegrias e tristezas.
Ao lado de Umberto D (ídem, 1952), de Vittorio de Sica (1901-1974), e Viver (Ikiru, 1952), de Akira Kurosawa (1910-1998), Morangos Silvestres é um dos mais belos filmes sobre a velhice.
Dirección: Ingmar Bergman
Elenco: Victor Sjöström, Bibi Andersson, Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Jullan Kindahl, Folke Sundquist, Björn Bjelfvenstam

Victor Sjöström (1879-1960) e Ingrid Thulin (Ingrid Lilian Thulin, 1926-2004), numa cena de Morangos Silvestres.

Ran (ídem, Japão e França, 1985, 155’)
No Japão do século 16, Hidetora, um senhor feudal, decide dividir suas posses entre os três filhos. Os filhos mais velhos se tornam rivais e começam a lutar pelo controle total das terras, o que ameaça arruinar os domínios da família. O filho mais novo, que quer se manter fiel ao pai, é banido pelos irmãos e é o único com coragem para contar a Hidetora o que está acontecendo.
O filme é uma livre adaptação de Rei Lear (King Lear, 1605-1606). Mantém apenas a linha principal da história narrada na peça teatral de William Shakespeare (1564-1616).
Dirección: Akira Kurosawa
Elenco: Tatsuya Nakadai, Akira Terao, Jinpachi Nezu, Daisuke Ryû, Mieko Harada, Yoshiko Miyazaki

Mieko Harada, representando Kaede, numa cena de Ran.

O Anjo Exterminador (El Angel Exterminador, México, 1962, 88’)
Após um jantar de gala, os ricos convidados, por uma razão inexplicável, não conseguem deixar o lugar. Horas, dias e semanas se passam. As máscaras e convenções sociais começam a ruir, revelando a falsidade e podridão de cada pessoa.
Para o crítico e ensaísta estadunidense Roger Ebert (Roger Joseph Ebert, 1942 -2013), os convidados para o jantar “representam a classe dominante da Espanha franquista”.
Ainda segundo Ebert, o diretor do filme, Luis Buñuel (Luis Buñuel Portolés,  1900-1983), tinha “a firme convicção de que a maioria das pessoas era hipócrita”.
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a década de 1920, Buñuel, nascido na Espanha, envolveu-se com os surrealistas franceses.
Dirección: Luis Buñuel
Elenco: Silvia Pinal, Enrique Rambal, Jacqueline Andere, Claudio Brook, Lucy Gallardo  

A cena do jantar de O Anjo Exterminador.

O Pianista (The Pianist, França, Alemanha, Reino Unido e Polônia, 2002, 148’)
Wladyislaw Szpilman, um músico judeu polonês, luta para sobreviver no Gueto de Varsóvia, durante a ocupação nazista, na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
O filme é baseado na autobiografia do pianista Wladyislaw Szpilman (1911-2000).
A história tem conexões com o diretor Roman Polanski, nascido na Polônia e que escapou do Gueto de Cracóvia, após a morte de sua mãe. Polanski viveu na fazenda de um polonês, até o fim da guerra; então, reencontrou o pai, que quase morreu nos campos de concentração.
Dirección: Roman Polanski
Elenco: Adrien Brody, Thomas Kretschmann, Frank Finlay, Maureen Lipman, Emilia Fox, Ed Stoppard, Julia Rayner, Jessica Kate Meyer

Adrien Brody, interpretando Wladyislaw Szpilman, em O Pianista.


“"Mi gran pasión es el Club de Cine de Cauim, una ONG que tiene como objetivo difundir la cultura a través de la música, el teatro y el cine, para que la población del municipio pueda beneficiarse de una herramienta educativa."”

– Sócrates, el jugador

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