{"id":8557,"date":"2025-08-06T11:21:08","date_gmt":"2025-08-06T14:21:08","guid":{"rendered":"https:\/\/cauim.org\/?p=8557"},"modified":"2026-01-29T15:36:40","modified_gmt":"2026-01-29T18:36:40","slug":"d-h-lawrence-e-apenas-uma-mulher-uma-obra-prima-da-literatura-e-do-cinema","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cauim.org\/en\/d-h-lawrence-e-apenas-uma-mulher-uma-obra-prima-da-literatura-e-do-cinema\/","title":{"rendered":"D. H. LAWRENCE E APENAS UMA MULHER, UMA OBRA-PRIMA DA LITERATURA E DO CINEMA"},"content":{"rendered":"<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"8557\" class=\"elementor elementor-8557\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-621fa4b1 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"621fa4b1\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4cefeebd\" data-id=\"4cefeebd\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-3e330f91 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"3e330f91\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p>\n<p><em>Marco Aur\u00e9lio Luchetti &amp; R. F. Lucchetti<br \/>E<\/em><em>Edition: Marco Aur\u00e9lio Lucchetti<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>\u201c<em>Apenas uma Mulher <\/em>\u00e9 realmente um filme bom e interessante<em>.<br \/><\/em>C<\/strong><strong>ome\u00e7a hesitante e lentamente, estabelecendo, como uma camada de concreto, o car\u00e1ter de duas garotas e o relacionamento entre elas<em>.<br \/><\/em>O<\/strong><strong> ritmo e a qualidade das cores, suaves e artificiais, com muitas cenas fotografadas em sombras de v\u00e1rios tipos, transmitem uma sensa\u00e7\u00e3o melanc\u00f3lica de que algo n\u00e3o est\u00e1 certo com todos<em>.<br \/><\/em>O<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><strong>roteiro, escrito por Lewis John Carlino &amp; Howard Koch, \u00e9 inteligente.\u201d<em><br \/><\/em>R<\/strong><strong>enata Adler, na edi\u00e7\u00e3o de 8 de fevereiro de 1968 do <em>The New York Times<\/em><\/strong><\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-01-1024x567.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p>\u201cAs duas mo\u00e7as eram mais conhecidas pelos sobrenomes, Banford e March. As duas alugaram a granja, com a inten\u00e7\u00e3o de explor\u00e1-la sozinhas \u2013 iam criar galinhas, viver da avicultura; e pretendiam comprar tamb\u00e9m uma vaca para tirar cria. Infelizmente, o plano n\u00e3o deu certo<em>.<br \/><\/em>Banford era uma coisinha franzina e delicada, e usava \u00f3culos; mas era a s\u00f3cia principal, porque March quase n\u00e3o tinha dinheiro. O pai de Banford, comerciante em Islington, deu \u00e0 filha a ajuda inicial, pensando na sa\u00fade dela, e porque ele gostava dela, e porque parecia que ela n\u00e3o iria se casar. March era mais robusta. Ela aprendera carpintaria e marcenaria em curso noturno em Islington, e seria o homem da casa. Nos primeiros tempos elas tiveram a companhia do av\u00f4 de Banford, agricultor j\u00e1 aposentado. Mas, depois de um ano na granja, o velhinho morreu, e as duas mo\u00e7as ficaram sozinhas<em>.<br \/><\/em>Nenhuma das duas era muito jovem \u2013 andavam se aproximando dos trinta, e isso prova que tamb\u00e9m n\u00e3o eram velhas. Elas come\u00e7aram o trabalho com muita coragem.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Esses s\u00e3o os primeiros par\u00e1grafos de <em>Apenas uma Mulher<\/em> (<em>The Fox<\/em>, no original), novela escrita pelo poeta, novelista, romancista e cr\u00edtico ingl\u00eas D. H. Lawrence.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-1-1024x479.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>D. H. Lawrence (David Herbert Lawrence, 1885-1930) e sua esposa, Frieda Lawrence (nascida Emma Maria Frieda Johanna Freiin von Richthofen, 1879-1956), numa foto tirada no ano em que se casaram, 1914.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>D. H. Lawrence nasceu em Eastwood, que est\u00e1 assim descrita no segundo volume de <em>Os Imortais da Literatura Universal<\/em> (S\u00e3o Paulo, Abril Cultural, 1972, p. 150):<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cEastwood, perto de Nottingham, parece mais uma aldeia do que uma cidade. Uma cidade de onde se extrai carv\u00e3o h\u00e1 s\u00e9culos. No entanto, as minas s\u00e3o quase um acidente na paisagem embelezada pelo arenito de cor viva, pelos carvalhos da floresta do lend\u00e1rio Robin Hood, pelas austeras colinas de calc\u00e1rio da prov\u00edncia do Derbyshire<em>.<br \/><\/em>Num dia qualquer, na segunda metade do s\u00e9culo 19, chegaram os capitalistas e as estradas de ferro. E o cen\u00e1rio aos poucos foi-se modificando. As pequenas cabanas dos mineiros foram substitu\u00eddas por casas de tijolos. O arcaico processo de extra\u00e7\u00e3o mineral modernizou-se. Grandes hulheiras foram constru\u00eddas. E os trilhos das ferrovias foram assentados nos terrenos de lavoura, morros e bosques. Contudo, mesmo assim, a paisagem ainda \u00e9 bela.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-2-1-1024x577.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>A casa onde D. H. Lawrence nasceu, o n\u00famero 8 da Victoria Street, em Eastwood, \u00e9 atualmente o D. H. Lawrence Birthplace Museum, que possui alguns objetos originais da fam\u00edlia do escritor.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Quarto filho de Arthur John Lawrence, um mineiro (um desses mineiros alco\u00f3latras e rudes) quase analfabeto que tinha o h\u00e1bito de comer usando um canivete de mola e tomar ch\u00e1 num pires, e de Lydia Lawence (nascida Lydia Beardsall), uma ex-professora de modos refinados, D. H. Lawrence foi um dos autores brit\u00e2nicos cujos escritos mais suscitaram pol\u00eamicas e opini\u00f5es controversas. Sua obra, apesar de considerada renovadora na est\u00e9tica da literatura inglesa do s\u00e9culo 20, ainda hoje \u00e9 incompreendida por muitos leitores, que a julgam vulgar e indecente. H\u00e1, inclusive, leitores \u2013 aqueles que s\u00e3o hip\u00f3critas (defendem, da boca para fora, um puritanismo que eles pr\u00f3prios n\u00e3o seguem de modo algum) e\/ou destitu\u00eddos de massa cinzenta (acreditamos que chegaram tarde na hora da distribui\u00e7\u00e3o dos c\u00e9rebros) \u2013 que a consideram pornogr\u00e1fica<em>.<br \/><\/em>Ap\u00f3s concluir a escola secund\u00e1ria, D. H. Lawrence trabalhou como escritur\u00e1rio. Mas, tr\u00eas meses depois, devido a uma grave pneumonia, teve de abandonar o emprego<em>.<br \/><\/em>T\u00e3o logo curou-se da pneumonia, ele tornou-se mestre-escola e, durante tr\u00eas anos, ensinou os filhos dos mineiros<em>.<br \/><\/em>Nessa \u00e9poca, incentivado por Jessie Chambers, uma jovem que conhecera quando convalescia da pneumonia, D. H. Lawrence aprendeu a tocar piano e a pintar<em>.<br \/><\/em>(Open a parenthesis)<em>.<br \/><\/em>Algumas das primeiras aquarelas do escritor encontram-se expostas no D. H. Lawrence Birthplace Museum<em>.<br \/><\/em>Close the parenthesis<em>.<br \/><\/em>Tamb\u00e9m estimulado por Jessie, D. H. Lawrence aperfei\u00e7oou seus conhecimentos liter\u00e1rios, lendo os romances de Emily Bront\u00eb, George Eliot e Thomas Hardy. Mais tarde, ele descobriria os poetas John Keats e Percy Byshe Shelley, al\u00e9m das pe\u00e7as de Shakespeare.\u00a0 \u00a0\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-3.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Na foto acima, Jessie Chambers.<br \/>C<\/em><em>erta vez, D. H. Lawrence disse a respeito de Jessie Chambers:<\/em> \u201cA garota me lan\u00e7ou, t\u00e3o facilmente, na minha carreira liter\u00e1ria, como uma princesa cortando uma fita, lan\u00e7ando um navio.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em 1906, D. H. Lawrence ingressou na Universidade de Nothingham e come\u00e7ou a escreveu seu primeiro romance, <em>The White Peacock<\/em> (<em>O Pav\u00e3o Branco<\/em>), publicado, sem maiores repercuss\u00f5es, em 1911.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-4-664x1024.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Capa de uma edi\u00e7\u00e3o recente do romance de estreia de D. H. Lawrence.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Foi com a publica\u00e7\u00e3o, em 1913, de <em>Sons and Lovers<\/em> (<em>Filhos e Amantes<\/em>), um romance praticamente autobiogr\u00e1fico, que D. H. Lawrence se tornou figura conhecida nos meios liter\u00e1rios ingleses e passou a ser reconhecido como um escritor importante<em>.<br \/>Filhos e Amantes <\/em>descreve-nos o ambiente dom\u00e9stico de uma fam\u00edlia de mineiros. Seus personagens principais s\u00e3o a sra. Morel e seu filho Paul, um rapaz fraco e de temperamento art\u00edstico<em>.<br \/><\/em>No oitavo volume de sua monumental e imprescind\u00edvel <em>Hist\u00f3ria da Literatura Ocidental<\/em> (\u00e9, sem d\u00favida, a maior e melhor hist\u00f3ria da Literatura que se conhece em qualquer l\u00edngua e em todo o mundo), o cr\u00edtico e ensa\u00edsta austr\u00edaco-brasileiro Otto Maria Carpeaux se referiu a <em>Filhos e Amantes<\/em> com estas palavras:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cPrimeira grande revela\u00e7\u00e3o do talento de D. H. Lawrence, <em>Filhos e Amantes<\/em> \u00e9 um romance psicanal\u00edtico, antes de a psican\u00e1lise se tornar moda e antes de o autor conhec\u00ea-la. Da rela\u00e7\u00e3o entre filho e m\u00e3e os psicanalistas pretendem deduzir a literatura inteira de Lawrence e elucidar a psicologia do escritor.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>E, num texto datado de 1943, o ensa\u00edsta, escritor, memorialista e cr\u00edtico liter\u00e1rio portugu\u00eas Jo\u00e3o Gaspar Sim\u00f5es escreveu o seguinte sobre <em>Filhos e Amantes<\/em>:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o mais forte romance de D. H. Lawrence. \u00c9 um dos romances mais extraordin\u00e1rios que se escreveram no mundo. O problema que se debate neste livro \u00e9 psicol\u00f3gico. N\u00e3o cientificamente, como acontece em certos romances modernos, mas transpondo para a arte um complexo t\u00e3o diretamente vivido que dir-se-\u00e1 assistirmos \u00e0 ressurrei\u00e7\u00e3o da trag\u00e9dia grega. Surge neste livro o doloroso e estranho drama de \u00c9dipo. De fato, houve quem afirmasse na Inglaterra (Middleton Murry) que a arte de Lawrence era fruto desse complexo psicanal\u00edtico. <em>Filhos e Amantes<\/em> \u00e9, realmente, o romance mais autobiogr\u00e1fico deste escritor, e nele se pinta a ang\u00fastia de um filho tolhido em seus amores por uma esp\u00e9cie de secreta paix\u00e3o: a paix\u00e3o pela pr\u00f3pria m\u00e3e. Assim, ao longo deste empolgante romance, em que assistimos ao malogro de todos os amores de Paul Morel, a figura que domina o quadro e absorve a vida em roda \u00e9 a da m\u00e3e. Eis porque, quando finda a sua lenta, dilacerante e pat\u00e9tica agonia, n\u00f3s sentimos, como ali\u00e1s o sente o pr\u00f3prio filho, que qualquer tirania acabou, que uma vida nova vai come\u00e7ar. A pr\u00f3pria obra de Lawrence \u00e9 como que a sublima\u00e7\u00e3o desse amor imposs\u00edvel.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Bem, se <em>Filhos e Amantes<\/em> \u00e9 <em>\u201co mais forte romance de D. H. Lawrence\u201d<\/em>, a mais forte novela do escritor \u00e9, indubitavelmente, <em>The Fox<\/em> (<em>A Raposa<\/em>, numa tradu\u00e7\u00e3o literal), acerca da qual, numa resenha publicada na edi\u00e7\u00e3o de 5 de dezembro de 2002 do <em>The New York Review of Books<\/em>, a escritora brit\u00e2nica Doris Lessing afirmou:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u201cA atmosfera de <em>The Fox<\/em> \u00e9 t\u00e3o forte que podemos facilmente esquecer o qu\u00e3o firmemente ela est\u00e1 fixada em seu tempo e lugar. A Primeira Guerra Mundial acabou de terminar e os soldados est\u00e3o voltando para casa. Deve ser 1919, porque a grande epidemia de gripe fez v\u00edtimas na aldeia pr\u00f3xima. A pequena granja onde duas jovens, March e Banford, est\u00e3o tentando a independ\u00eancia \u00e9 sombreada pela guerra. Elas est\u00e3o falhando, elas n\u00e3o sabem como cultivar. Emocionalmente, elas tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o indo muito bem: h\u00e1 desola\u00e7\u00e3o e medo pelo futuro. O des\u00e2nimo encontra uma entrada f\u00e1cil, e elas t\u00eam um inimigo vis\u00edvel, uma raposa que rouba suas preciosas galinhas. \u00c9 decidido que esse ladr\u00e3o deve ser morto, mas ele \u00e9 esperto demais para elas. Este animal obceca March, a mais forte das duas mulheres. Desde o in\u00edcio, esta fera \u00e9 mais do que ela mesma.\u201d<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Publicada originalmente em 1922, na revista liter\u00e1ria estadunidense <em>The Dial<\/em>, <em>The Fox <\/em>\u00e9 uma novela sombria e tr\u00e1gica. T\u00e3o tr\u00e1gica quanto qualquer trag\u00e9dia escrita por S\u00f3focles ou Eur\u00edpedes<em>.<br \/><\/em>Ousamos dizer que <em>The Fox<\/em> \u00e9 uma f\u00e1bula moderna, escrita \u2013 de forma sucinta (tem somente oitenta e sete p\u00e1ginas) e precisa (D. H. Lawrence n\u00e3o desperdi\u00e7ou palavras, n\u00e3o detalhou nada al\u00e9m do necess\u00e1rio) \u2013 num tom po\u00e9tico, em que somos inseridos lentamente no dia a dia nada f\u00e1cil de duas mulheres ainda jovens que vivem praticamente apartadas do mundo. \u00c9 um extraordin\u00e1rio e emocionante estudo sobre os sentimentos profundos e violentos, quando um tri\u00e2ngulo se forma ao surgir, primeiramente, uma raposa e, depois, um rapaz, Henry Grenfel, na vida das duas mulheres, Jill Banford e Ellen March, que moram juntas numa pequena granja<em>.<br \/><\/em>Enfim, <em>The Fox<\/em> \u00e9 perfeita. N\u00e3o por acaso foi escolhido como um dos <em>1001 Livros para Ler Antes de Morrer<\/em> (ocupa a posi\u00e7\u00e3o 724)<em>.<br \/><\/em>Tomamos conhecimento do texto de <em>The Fox <\/em>em 1977, por interm\u00e9dio da tradu\u00e7\u00e3o em Portugu\u00eas feita por Jos\u00e9 Veiga e publicada num livro lan\u00e7ado, em formato <em>paperback (aproximadamente 10,5 x 18 cm)<\/em>, pela Edibolso, de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-5-598x1024.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Capa do livro da Edibolso com o texto em Portugu\u00eas da novela<\/em> The Fox<em>.<br \/>Essa edi\u00e7\u00e3o da Edibolso foi autorizada pela Distribuidora Record de Servi\u00e7os de Imprensa S.A., do Rio de Janeiro, que era ent\u00e3o a detentora dos direitos da tradu\u00e7\u00e3o realizada por Jos\u00e9 Veiga.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Curiosamente, ou melhor, coincidentemente, quase na mesma \u00e9poca (s\u00f3 n\u00e3o nos recordamos se foi pouco antes ou pouco depois de termos adquirido o volume publicado pela Edibolso), assistimos na <em>Sess\u00e3o de Gala<\/em>, da TV Globo, \u00e0 adapta\u00e7\u00e3o cinematogr\u00e1fica de <em>Apenas uma Mulher.<br \/><\/em>Tamb\u00e9m intitulado <em>Apenas uma Mulher<\/em>, o filme, uma produ\u00e7\u00e3o canadense dirigida por Mark Rydell, estreou nos cinemas do Canad\u00e1 em 13 de dezembro de 1967. Trouxe a norte-americana Sandy Dennis no papel de Jill Banford; e a inglesa Anne Heywood, no de Ellen March.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-6.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Anne Heywood (nascida Violet Joan Pretty, 1931-2023) e Sandy Dennis (Sandra Dale Dennis, 1937-1992), interpretando respectivamente Ellen March e Jill Banford, numa cena de<\/em> Apenas uma Mulher<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, o filme estreou em fevereiro de 1968<em>.<br \/><\/em>No Brasil, ele s\u00f3 estrearia em 1969, ap\u00f3s ter ganho o <em>Golden Globe<\/em> de Melhor Filme Estrangeiro em L\u00edngua Inglesa<em>.<br \/><\/em>Abre outro par\u00eantese<em>.<br \/>Apenas uma Mulher<\/em> concorreu em outras tr\u00eas categorias do <em>Golden Globe<\/em>: Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Atriz em Filme \u2013 Drama. Infelizmente, n\u00e3o venceu em nenhuma<em>.<br \/><\/em>Fecha esse par\u00eantese.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-7-1024x580.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-8-1024x775.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Por sua atua\u00e7\u00e3o em <\/em>Apenas uma Mulher<em>, Anne Heywood foi indicada ao <\/em>Golden Globe<em> de Melhor Atriz em Filme \u2013 Drama. N\u00e3o ganhou o pr\u00eamio, mas deveria ter ganhado.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em 1968, quase simultaneamente com o lan\u00e7amento de <em>Apenas uma Mulher<\/em> nos Estados Unidos, a editora londrina Sphere Books lan\u00e7ou, no formato <em>paperback<\/em>, um livro com o texto da novela de D. H. Lawrence. O livro teve diversas edi\u00e7\u00f5es consecutivas, e a capa de uma dessas edi\u00e7\u00f5es reproduz uma das cenas mais marcantes e mais fortes da fita.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-9.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-10-609x1024.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p>O filme, bastante fiel \u00e0 novela (uma das poucas modifica\u00e7\u00f5es: enquanto na novela a a\u00e7\u00e3o se passa na Inglaterra de 1918; no filme, ela transcorre no Canad\u00e1 dos anos 1960) conta a hist\u00f3ria de Jill Banford e Ellen March, duas amigas n\u00e3o muito jovens \u2013 ambas t\u00eam menos de trinta anos de idade \u2013 e de certa beleza, que, para se sustentarem, criam galinhas numa granja. O local onde se encontra instalada a granja \u00e9 isolado, gelado e tem um bosque. A submissa Jill (\u00e9 a de cabelos mais claros) cuida dos afazeres dom\u00e9sticos (\u00e9 ela quem cozinha, por exemplo) e administra as finan\u00e7as, enquanto a autossuficiente e forte Ellen (\u00e9 a de cabelos mais escuros) encarrega-se dos trabalhos mais pesados, como cortar lenha e consertar cercas. Apesar de estarem afastadas do resto do mundo, tendo apenas uma \u00e0 outra, Jill e Ellen sentem-se felizes. Porque escolheram aquele lugar para habitar. Escolheram igualmente aquela maneira de viver.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-11-1024x570.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>\u00c0 noite, Jill e Ellen dividem a mesma cama.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Hummm&#8230; N\u00e3o \u00e9 bem assim. Parece que quem escolheu ir morar naquele fim de mundo \u00e9 a mais falante e a mais sorridente das duas mulheres: Jill. Ela teme pelo futuro e sabe que n\u00e3o ir\u00e3o ficar ricas criando galinhas. Est\u00e1 sempre reclamando da situa\u00e7\u00e3o financeira e fazendo contas. Ao mesmo tempo, por\u00e9m, de acordo com suas pr\u00f3prias palavras, <em>\u201cnunca se sentiu t\u00e3o segura, t\u00e3o em casa\u201d<\/em>&#8230; sem ter ningu\u00e9m lhe mandando. E a srta. Banford tudo faz para agradar a companheira, a taciturna e, \u00e0s vezes, um tanto cruel Ellen, que, apesar de n\u00e3o confessar para a amiga, se sente infeliz vivendo num lugar t\u00e3o desolado. Al\u00e9m disso, ela \u00e9 corro\u00edda por desejos sexuais<em>.<br \/><\/em>Ah, os desejos sexuais da srta. March!<em><br \/><\/em>Ellen n\u00e3o tem outra sa\u00edda, a n\u00e3o ser se consolar sozinha no banheiro<em>.<br \/><\/em>Devemos lembrar que <em>Apenas uma Mulher<\/em> \u00e9 um filme destinado ao p\u00fablico adulto e foi realizado numa \u00e9poca em que tabus estavam sendo rompidos. Portanto, tem cenas fortes. Uma delas \u00e9 a que Ellen, completamente nua, masturba-se no banheiro. N\u00e3o \u00e9 uma cena grosseira nem apelativa. Faz parte de um contexto. Al\u00e9m do mais, toda a carga er\u00f3tica concentra-se nos gemidos e express\u00f5es da personagem, que tem sua imagem refletida nos espelhos do c\u00f4modo. E dizemos mais: nessa cena n\u00e3o vemos uma atriz interpretando uma personagem que se entrega ao prazer solit\u00e1rio. Vemos, sim, uma mulher carente que \u00e9 obrigada a apelar para a masturba\u00e7\u00e3o, a fim de satisfazer seus desejos. S\u00e3o em momentos assim que percebemos o qu\u00e3o grande \u00e9\/era uma atriz ou um ator. N\u00e3o vemos \u00e0 nossa frente a\/o int\u00e9rprete, mas apenas a\/o personagem.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-12-1024x571.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Uma bela imagem de<\/em> Apenas uma Mulher<em>, mostrando a personagem Ellen March.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas, voltando \u00e0 vaca fria: tudo segue tranquilo, at\u00e9 que&#8230; at\u00e9 que, certo dia, surge o primeiro elemento que ir\u00e1 desestabilizar o cotidiano das duas mulheres: uma raposa, que passa a assustar, atacar e matar as galinhas, para desespero de Jill<em>.<br \/><\/em>Ellen tenta, sem sucesso, ca\u00e7ar e abater o animal, com um tiro de sua espingarda de cano duplo<em>.<br \/><\/em>Em outra ocasi\u00e3o, a srta. March e a raposa ficam frente a frente<em>.<br \/><\/em>\u00c9 uma sequ\u00eancia memor\u00e1vel, que revela o talento dos dois roteiristas,\u00a0 o talento do cinegrafista, William Fraker, e o talento do montador, Thomas Stanford.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-13-1024x563.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-14-1024x574.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p>A referida sequ\u00eancia inicia-se com a srta. March embevecida, contemplando seu reflexo na \u00e1gua do riacho que corre nas proximidades da granja. Em seguida, ela retira as luvas de l\u00e3 e o gorro aviador, sem se importar com o frio. Sacode os cabelos, num gesto bem feminino, e apalpa os seios por cima do grosso casaco. Sente-se mulher. De repente, ao se voltar, v\u00ea, a poucos metros de dist\u00e2ncia, a raposa olhando-a fixamente. O animal aparenta n\u00e3o estar sentindo nenhum medo de Ellen. Pelo contr\u00e1rio, est\u00e1 confiante e com um olhar desafiador, como se estivesse a dizer para o ser \u00e0 sua frente: <em>\u201cEnt\u00e3o? Que \u00e9 que voc\u00ea vai fazer?\u201d<\/em> A srta. March, por sua vez, tem plenas condi\u00e7\u00f5es de atirar na raposa, j\u00e1 que est\u00e1 com a espingarda. Entretanto, n\u00e3o d\u00e1 um \u00fanico tiro. Nem mesmo aponta a arma para o animal. Parece estar mesmerizada por ele. Por fim, a raposa foge, embrenhando-se no bosque. Tudo isso \u00e9 contado\/mostrado numa sucess\u00e3o r\u00e1pida de diversos enquadramentos: plano m\u00e9dio da srta. March, primeir\u00edssimo plano da raposa, primeiro plano da srta. March, primeir\u00edssimo plano da srta. March, plano de detalhe dos olhos da srta. March, primeir\u00edssimo plano da raposa, primeir\u00edssimo plano da srta. March, plano de detalhe dos olhos da raposa, plano de detalhe dos olhos da srta. March, primeir\u00edssimo plano da raposa, plano m\u00e9dio da srta. March, plano m\u00e9dio da raposa e plano de detalhe dos olhos da raposa. H\u00e1 um corte quase impercept\u00edvel e, a seguir, a raposa mostra-se por inteiro, correndo na neve e desaparecendo entre as \u00e1rvores. Novo corte. Primeiro plano da srta. March. Depois, <em>travelling<\/em> de avan\u00e7o, at\u00e9 fechar em primeir\u00edssimo plano da srta. March<em>.<br \/><\/em>Corta para a sequ\u00eancia seguinte<em>.<br \/><\/em>\u00c9 hora do jantar<em>.<br \/><\/em>Jill e Ellen encontram-se sentadas \u00e0 mesa do jantar, conversando<em>.<br \/><\/em>A parte final da conversa merece ser transcrita aqui:<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Ellen:<\/strong> Vi a raposa hoje. Ela estava bem perto. Eu tinha a arma, mas n\u00e3o atirei<em>.<br \/><\/em><strong>Jill:<\/strong> por que n\u00e3o atirou?<em><br \/><\/em><strong>Ellen:<\/strong> N\u00e3o sei. Ela olhou para mim. E eu olhei para ela. Ela n\u00e3o tinha medo. Apenas me olhava<em>.<br \/><\/em><strong>Jill:<\/strong> isso n\u00e3o faz o menor sentido<em>.<br \/><\/em><strong>Ellen:<\/strong> Eu sei. Continuo pensando nisso, desde que voltei<em>.<br \/><\/em><strong>Jill:<\/strong> Estava com a arma?<em>.<br \/><\/em><strong>Ellen:<\/strong> J\u00e1 disse que sim<em>.<br \/><\/em><strong>Jill (irritada):<\/strong> Se tinha a arma, por que n\u00e3o atirou?<em>.<br \/><\/em><strong>Ellen:<\/strong> N\u00e3o sei. Eu&#8230; fui pega de surpresa. Ela olhava para mim. Para dentro de mim. Ficou parada<em>.<br \/><\/em><strong>Jill:<\/strong> N\u00e3o estava assustada?<em><br \/><\/em><strong>Ellen:<\/strong> N\u00e3o<em>.<br \/><\/em><strong>Jill:<\/strong> Oh, March&#8230; March, n\u00e3o faz sentido<em>.<br \/><\/em><strong>Ellen:<\/strong> Foi o que aconteceu<em>.<br \/><\/em><strong>Jill:<\/strong> Isto \u00e9 rid\u00edculo!<em>.<br \/><\/em><strong>Ellen:<\/strong> Sim, \u00e9 mesmo. Mas&#8230; o que aconteceu foi diferente. E&#8230; muito estranho.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Um fato curioso: Jill est\u00e1 sempre falando o nome, ou melhor, o sobrenome da amiga. No entanto, s\u00e3o raras as vezes que Ellen pronuncia o nome ou o sobrenome de Jill<em>.<br \/><\/em>Por falar em nomes..<em>.<br \/><\/em>Jill e Ellen t\u00eam uma vaca. Ela se chama Eur\u00eddice, que \u00e9 o mesmo nome de uma das ninfas da Mitologia Grega<em>.<br \/><\/em>Segundo a lenda, certo dia, enquanto passeava com algumas de suas companheiras (de acordo cm outra vers\u00e3o, o fato se deu quando ela fugia do pastor Aristeu, que tentava violent\u00e1-la), Eur\u00eddice foi picada por uma serpente e faleceu. Desesperado pela morte de sua querida esposa, Orfeu, que se distinguia por seus dons de m\u00fasico e poeta, desceu ao Mundo Inferior, o reino dos mortos. Ent\u00e3o, Orfeu come\u00e7ou a cantar, em homenagem \u00e0 sua amada. Emocionado com o mavioso canto, Hades, o deus do Mundo Inferior, trouxe Eur\u00eddice de volta \u00e0 vida e consentiu que Orfeu partisse com ela. Mas com uma condi\u00e7\u00e3o: Orfeu n\u00e3o poderia, de modo algum, olhar para Eur\u00eddice, at\u00e9 que houvessem transposto os limites do Mundo Inferior. Infelizmente, no momento em que estavam prestes a deixar o Mundo Inferior, Orfeu, n\u00e3o mais podendo resistir, olhou para a esposa rec\u00e9m-ressuscitada. Imediatamente, Eur\u00eddice retornou ao Reino Inferior, e Orfeu nunca mais voltou a v<span style=\"font-size: inherit; color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">\u00ea-la<em>.<br \/><\/em>F<\/span>eita \u00a0essa digress\u00e3o, vamos voltar a falar do filme <em>Apenas uma Mulher.<br \/><\/em>Numa noite de inverno, aparece o segundo elemento desestabilizador: Paul (essa \u00e9 outra diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao texto de D. H. L<i>a<\/i>wrence. Na novela, ele se chama Henry) Grenfel (interpretado por Keir Dullea), um marujo da Marinha Mercante<em>.<br \/><\/em>Paul est\u00e1 de licen\u00e7a e chega \u00e0 procura do av\u00f4, William, o antigo propriet\u00e1rio da granja<em>.<br \/><\/em>Abre mais um par\u00eantese<em>.<br \/><\/em>Imediatamente, fazemos uma analogia entre Paul Grenfel e a raposa. O animal amea\u00e7a as galinhas e faz estragos no galinheiro. Sendo um homem, Paul amea\u00e7a a harmonia existente entre Jill e Ellen. Faz estragos nessa amizade<em>.<br \/><\/em>Na novela, \u00e9 March que faz a analogia entre Paul e a raposa:<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>\u201cPara March, ele era a raposa. Mas o que a fez pensar isso? O projetar da cabe\u00e7a para frente? O brilho dos finos<\/em> <em>pelos claros no rosto corado? Ou os olhos agudos e brilhantes? Imposs\u00edvel saber. Mas, para ela, aquele rapaz era a raposa; e ela n\u00e3o via nele outra coisa.\u201d<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Fecha esse novo par\u00eantese.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-16-1024x578.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Keir Dullea, interpretando Paul Grenfel.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Paul descobre que o av\u00f4 faleceu no inverno anterior<em>.<br \/><\/em>Sem ter para onde ir, Paul acaba convencendo Jill e Ellen a deix\u00e1-lo ficar com elas durante o tempo que durar sua licen\u00e7a (quinze dias), em troca de ele ajud\u00e1-las nos trabalhos mais exaustivos<em>.<br \/><\/em>Os dias v\u00e3o passando<em>.<br \/><\/em>Paul conversa mais com Jill. Por\u00e9m, ele e Ellen parecem ter meios n\u00e3o-verbais de comunica\u00e7\u00e3o. E, pouco a pouco, Paul sente-se atra\u00eddo por Ellen, despertando o ci\u00fame e o ressentimento de Jill. Uma rela\u00e7\u00e3o de amor e \u00f3dio estabelece-se entre os tr\u00eas personagens. A tranquilidade e a harmonia est\u00e3o quebradas para sempre<em>.<br \/><\/em>O interessante \u00e9 que, no in\u00edcio, \u00e9 a srta. March quem fica incomodada com a chegada e a presen\u00e7a de Paul. Depois, ao perceber que Paul est\u00e1 interessado na amiga, \u00e9 Jill quem deseja que ele parta o mais depressa poss\u00edvel. Chama-o, inclusive, de <em>\u201cvagabundo\u201d.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-17-1024x697.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Sandy Dennis, Keir Dullea e Anne<\/em> <em>Heywood, numa cena de<\/em> Apenas uma Mulher.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Para finalizar, transcrevemos o que disse o cr\u00edtico Roger Ebert, na edi\u00e7\u00e3o de 22 de abril de 1968 do jornal <em>Chicago Sun-Times<\/em>, a respeito de <em>Apenas uma Mulher<\/em>:<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>\u201cUma obra-prima poderosa. A atmosfera delicadamente constru\u00edda de frio e neve, de pores do sol precoces e frio persistente estabelece o tom. <\/em>Miss<em> Dennis tem um papel dif\u00edcil, que poderia ter se tornado rid\u00edculo; mas ela o administra bem. Por sua vez, Dullea tem uma atua\u00e7\u00e3o mais consistente do que aquela que teve em algumas pel\u00edculas mais recentes, em que interpretou uma s\u00e9rie de personagens inseguros e fracos. Desta vez, representando uma figura dominadora, ele \u00e9 totalmente bem-sucedido.\u00a0E encontra seu par perfeito em <\/em>Miss<em> Heywood.\u201d<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-18-1024x572.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Sandy Dennis, numa cena de <\/em>Apenas uma Mulher<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-19-1024x726.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Keir Dullea e Anne Heywood, numa cena de <\/em>Apenas uma Mulher<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/apenas-uma-mulher-20-677x1024.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Cartaz orginal do filme<\/em> Apenas uma Mulher<em>.<br \/>O\u00a0cartaz foi realizado por Leo Dillon (Lionel John Dillon Jr., 1933-2012) e sua esposa, Diane Dillon (nascida Diane Sorber), muito conhecidos por ilustrarem livros infantis e fazerem ilustra\u00e7\u00f5es para capas de <\/em>paperbacks<em> de Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica.<\/em>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong><em>Apenas uma Mulher<\/em><\/strong> (<strong><em>The Fox<\/em><\/strong>, Canad\u00e1, 1967, 110\u2019)<em><br \/><\/em><strong>Direction:<\/strong> Mark Rydell<em><br \/><\/em><strong>Produ\u00e7\u00e3o:<\/strong> Raymond Stross<em><br \/><\/em><strong>Road map:<\/strong> Lewis John Carlino &amp; Howard Koch, baseando-se na novela hom\u00f4nima de D. H. Lawrence<em><br \/><\/em><strong>Fotografia:<\/strong> William Fraker<em><br \/><\/em><strong>Montagem:<\/strong> Thomas Stanford<em><br \/><\/em><strong>M\u00fasica:<\/strong> Lalo Schifrin<em><br \/><\/em><strong>Cast:<\/strong> Sandy Dennis (Jill Banford), Anne Heywood (Ellen March), Keir Dullea (Paul Grenfel), Glyn Morris (Overstreet)\u00a0 \u00a0<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Marco Aur\u00e9lio Lucchetti \u00e9 professor universit\u00e1rio e pesquisador de Cinema, Quadrinhos e livros popularesi<br \/><\/em><em>R. F. Lucchetti (Rubens Francisco Lucchetti, 1930-2024) foi ficcionista e roteirista de Cinema &amp; Quadrinhos<\/em>.\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Marco Aur\u00e9lio Luchetti &amp; R. F. 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