{"id":6382,"date":"2025-03-31T16:29:32","date_gmt":"2025-03-31T19:29:32","guid":{"rendered":"https:\/\/cauim.org\/?p=6382"},"modified":"2026-01-29T15:41:24","modified_gmt":"2026-01-29T18:41:24","slug":"reflections-on-demi-moores-oscar-loss","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cauim.org\/en\/reflections-on-demi-moores-oscar-loss\/","title":{"rendered":"Reflections on Demi Moore&#039;s Oscar Loss"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"6382\" class=\"elementor elementor-6382\" data-elementor-post-type=\"post\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1e4a6480 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1e4a6480\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-328e719e\" data-id=\"328e719e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-5c19428b elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"5c19428b\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><\/p>\n<p><em>Bruno Ricardo de Souza Dias<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\"><br \/><\/span><span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">E<\/span><\/em><em>di\u00e7\u00e3o: Marco Aur\u00e9lio Lucchetti<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do <em>Oscar<\/em>, n\u00f3s, brasileiros, ficamos mais ligados do que o habitual na cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o. Afinal, o filme nacional <em>Ainda Estou Aqui<\/em> (2024), do diretor Walter Salles, conseguiu a fa\u00e7anha de concorrer a tr\u00eas categorias: Melhor Atriz, Melhor Filme Internacional e \u00e0 in\u00e9dita indica\u00e7\u00e3o para Melhor Filme<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>C<\/span>omo sabemos, a fita conquistou a estatueta de Melhor Filme Internacional<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>M<\/span>omento hist\u00f3rico!<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>F<\/span>oi o primeiro <em>Oscar<\/em> para o Brasil em todos os tempos, o que ocasionou uma grande festa pelas ruas de algumas cidades brasileiras, pois a cerim\u00f4nia ocorreu coincidentemente na mesma noite do domingo de Carnaval.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-1.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Fernanda Torres, interpretando Eunice Paiva, numa cena de<\/em> Ainda Estou Aqui<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mesmo felizes com essa conquista, a expectativa de muitos brasileiros ainda n\u00e3o tinha terminado, j\u00e1 que havia uma possibilidade de que Fernanda Torres, embora correndo por fora, tamb\u00e9m pudesse levar o pr\u00eamio, porque ela conquistara o <em>Globo de Ouro<\/em> de Melhor Atriz em filme de Drama e estava sendo muito elogiada e apontada, por alguns ve\u00edculos ligados ao Cinema, como uma poss\u00edvel vencedora. Entretanto, o esperado pr\u00eamio acabou indo para as m\u00e3os de Mikey Madison, pela sua atua\u00e7\u00e3o em <em>Anora<\/em> (escrito, dirigido e montado por Sean Baker), que tamb\u00e9m conquistaria, entre outros pr\u00eamios, o mais cobi\u00e7ado da noite: o <em>Oscar<\/em> de Melhor Filme.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-2-1024x678.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Mikey Madison, exibindo o<\/em> Oscar<em> de Melhor Atriz.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Apesar da decep\u00e7\u00e3o que sentimos pela derrota de Fernanda Torres, n\u00f3s, brasileiros, sab\u00edamos que seria dif\u00edcil ela vencer, em virtude de o <em>Oscar<\/em> ter sido criado pela ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica americana para premiar preferencialmente ela pr\u00f3pria<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>M<\/span>as o que pretendo falar aqui \u00e9 um ponto bem mais complexo: a derrota da grande favorita Demi Moore, que concorria ao <em>Oscar<\/em> de Melhor Atriz pelo seu desempenho em <em>A Subst\u00e2ncia<\/em> (<em>The Substance<\/em>, 2024), longa-metragem dirigido pela cineasta francesa Coralie Fargeat.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-3.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Demi Moore, interpretando a personagem Elisabeth Sparkle, em <\/em>A Subst\u00e2ncia<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Demi Moore ascendeu ao estrelato em Hollywood nos anos 1980 e consolidou seu nome na primeira metade da d\u00e9cada de 1990, protagonizando grandes sucessos do Cinema, como <em>Ghost &#8211; Do Outro Lado da Vida<\/em> (<em>Ghost<\/em>, 1990), <em>Proposta Indecente<\/em> (<em>Indecent Proposal<\/em>, 1993) e <em>Ass\u00e9dio Sexual<\/em> (<em>Disclosure<\/em>, 1994), e sendo al\u00e7ada \u00e0 categoria de musa e <i>sex symbol<\/i>.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-4.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Demi Moore, numa cena de<\/em> Ass\u00e9dio Sexual<em>, filme estadunidense baseado em livro escrito por Michael Crichton (1942-2008).<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ent\u00e3o, representando pap\u00e9is que possibilitavam sua beleza ser sempre exaltada e fetichizada, Demi era vista pela ind\u00fastria hollywoodiana e por milh\u00f5es de f\u00e3s espalhados mundo afora, como uma das maiores estrelas do momento. Por\u00e9m, a atriz buscou sair desse clich\u00ea imposto por Hollywood e atuou nos dramas <em>A Jurada<\/em> (<em>The Juror<\/em>, 1996) e <em>At\u00e9 o Limite da Honra<\/em> (<em>G.I. Jane<\/em>, 1997).<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-5-1024x519.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Demi Moore, representando a tenente Jordan O\u2019Neil, em<\/em> At\u00e9 o Limite da Honra<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Seu desempenho nesses dois filmes n\u00e3o foi reconhecido pela cr\u00edtica e pelo p\u00fablico da mesma maneira que seu trabalho em fitas que privilegiavam sua beleza e <em>sex appeal<\/em>. Demi chegou, inclusive, a <em>\u201cganhar\u201d<\/em> o desonroso pr\u00eamio <em>Framboesa de Ouro<\/em> (o <em>\u201c<\/em>Oscar <em>reverso\u201d<\/em>\u00a0foi concedido pela primeira vez em 1981 e, desde ent\u00e3o, premia os piores filmes, os piores atores, as piores atrizes etc. apresentados ao longo de cada ano) de Pior Atriz em 1996, por sua atua\u00e7\u00e3o em <em>A Jurada<\/em>. No mesmo ano, ela e Burt Reynolds ganharam o <em>Framboesa de Ouro<\/em> de Pior Casal na Tela, ao atuarem na fita <em>Striptease<\/em> (<em>idem<\/em>, 1996).<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-6.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Demi Moore, numa cena de<\/em> Striptease<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Foi por sua atua\u00e7\u00e3o em <em>Striptease<\/em> que Demi Moore viu sua carreira em Hollywood come\u00e7ar a desandar<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>N<\/span>o filme, ela interpretou Erin Grant, secret\u00e1ria no FBI\u00a0que perde o emprego por causa dos golpes do ex-marido e passa a trabalhar como <em>stripper<\/em>, a fim de reaver a guarda da filha, Angela (interpretada por Rumer Willis, a filha mais velha de Demi e do ator Bruce Willis). E, em sua luta para recuperar a tutela de Angela, Erin tem que enfrentar, al\u00e9m do ex-marido, um congressista pervertido e pol\u00edticos corruptos.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-7-1024x545.jpg\" alt=\"\" \/>\n<figure><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>D<\/em><em>emi e Rumer Willis, em<\/em> Striptease<em>.<\/em><\/p>\n<\/figure>\n<p><\/p>\n<p>Apesar de ter tido uma intensa campanha de <em>marketing<\/em>, <em>Striptease<\/em>, que explora a seminudez de Demi, n\u00e3o foi sucesso de p\u00fablico. E desagradou os cr\u00edticos, que n\u00e3o apreciaram nem um pouco o desempenho da atriz<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>D<\/span>a\u00ed em diante, a carreira de Demi Moore n\u00e3o seria mais a mesma. Suas tentativas de estrelar importantes filmes populares foram infrut\u00edferas, sobrando-lhe trabalhos menores e atua\u00e7\u00f5es principalmente em fitas independentes. Isso prosseguiu, at\u00e9 sua reabilita\u00e7\u00e3o em <em>A Subst\u00e2ncia<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/><\/span><\/em><span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">A<\/span>\u00ed, voltamos ao <em>Oscar<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/><\/span><\/em>Demi Moore foi ganhando favoritismo ao maior pr\u00eamio do Cinema, gra\u00e7as \u00e0 campanha do filme e \u00e0 sua atua\u00e7\u00e3o, que foi exaltada como a mais perfeita de sua carreira e a trazia de volta aos holofotes do grande p\u00fablico<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>D<\/span>emi foi se consolidando na disputa pelo <em>Oscar<\/em> de Melhor Atriz, ao vencer in\u00fameras honrarias de prest\u00edgio, como o <em>Globo de Ouro<\/em>, <em>Satellite Awards<\/em>, <i>Critics&#8217; Choice<\/i>\u00a0\u00a0e o <i>SAG<\/i> (do Sindicato dos Atores de Hollywood), entre v\u00e1rios outros.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-8-1024x668.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Demi Moore, discursando, ap\u00f3s ter ganho o<\/em> Globo de Ouro<em> de Melhor Atriz em Filme \u2013 Musical ou Com\u00e9dia<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>A <\/span><\/em><em>cerim\u00f4nia de premia\u00e7\u00e3o do <\/em>Globo de Ouro<em> ocorreu em 5 de janeiro de 2025, no hotel The Beverly Hilton, em Beverly Hills, na Calif\u00f3rnia.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Nas principais apostas, o <em>Oscar<\/em> para Demi Moore parecia ser certo, tendo em vista toda a trajet\u00f3ria da temporada de premia\u00e7\u00f5es e o forte discurso de Demi sobre como sua carreira tinha sido deixada de lado em Hollywood, que nunca lhe deu o merecido reconhecimento. Assim, esse deveria ser o momento de reden\u00e7\u00e3o de Demi Moore na maior festa do Cinema, pela sua atua\u00e7\u00e3o em um filme que parece contar sua pr\u00f3pria hist\u00f3ria como estrela cinematogr\u00e1fica. Por\u00e9m, para surpresa de muitos, quando anunciaram a ganhadora do <em>Oscar<\/em> de Melhor Atriz, n\u00e3o foi o nome de Demi Moore que se ouviu. Foi o de Mikey Madison, de apenas vinte e cinco anos de idade, que j\u00e1 havia vencido o <em>BAFTA<\/em> da Academia Brit\u00e2nica de Cinema e era a principal oponente de Demi.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-9.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p>A rea\u00e7\u00e3o de Demi Moore, ouvindo o nome de outra ser anunciado como a vencedora da noite, foi aterradora. Por mais que ela procurasse disfar\u00e7ar e aplaudir Mikey Madison, era evidente seu espanto e descontentamento. Afinal, se n\u00e3o vencera por sua atua\u00e7\u00e3o em <em>A Subst\u00e2ncia<\/em> e por todo o contexto do filme, ela n\u00e3o dever\u00e1 ser reconhecida pelo <em>Oscar<\/em> nunca mais.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-10.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Mikey Madison, interpretando a<\/em> stripper<i> nova-iorquina <\/i><em>Anora Mikheeva, em<\/em> Anora<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Considero que Mikey Madison, assim como Fernanda Torres, teve uma atua\u00e7\u00e3o de destaque e estava realmente entre as melhores do ano. Portanto, o fato de ter sa\u00eddo vencedora n\u00e3o \u00e9, de maneira alguma, uma aberra\u00e7\u00e3o, como j\u00e1 ocorreu em outras oportunidades (a vit\u00f3ria de Gwyneth Paltrow, que, em 1999, concorria com Fernanda Montenegro, Cate Blanchett e Meryl Streep, \u00e9 um desses exemplos mais evidentes). Entretanto, ironicamente, Mikey conquistava um <em>Oscar<\/em> por um papel bem parecido com aquele pelo qual Demi Moore foi humilhada nos anos 1990 e que quase acabou com sua hist\u00f3ria de atriz de sucesso. Tudo bem, vivemos outros tempos e a sociedade mudou de l\u00e1 para c\u00e1, mas a lembran\u00e7a e a compara\u00e7\u00e3o s\u00e3o inevit\u00e1veis<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>P<\/span>or\u00e9m, a <em>\u201cironia\u201d<\/em> n\u00e3o para a\u00ed: o fato de Demi Moore perder o pr\u00eamio para uma atriz bem mais jovem do que ela remete imediatamente ao seu pr\u00f3prio papel em <em>A Subst\u00e2ncia<\/em>, onde sua personagem, Elisabeth Sparkle, tem um programa de aer\u00f3bica na televis\u00e3o e, por estar ficando velha, \u00e9 trocada por uma mulher com aproximadamente a metade da sua idade. Essa mulher, Sue, interpretada por Margaret Qualley, \u00e9 uma vers\u00e3o da pr\u00f3pria Elisabeth.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-11-1024x666.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Margaret Qualley, interpretando Sue (uma vers\u00e3o melhorada e mais nova de Elisabeth Sparkle), em<\/em> A Subst\u00e2ncia<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Abre um par\u00eantese<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>S<\/span>obre <em>A Subst\u00e2ncia<\/em> escrevi o texto \u201cA Subst\u00e2ncia \u2013 Pol\u00eamico, Chocante e Visceral, Uma Reden\u00e7\u00e3o de Demi Moore\u201d, que pode ser encontrado e lido neste <em>site. <\/em>Aqueles que desejarem ler o texto, cliquem no seguinte <em>link<\/em>: https:\/\/cauim.org\/a-substancia-polemico-chocante-e-visceral-uma-redencao-de-demi-moore\/.<br \/>Fecha o par\u00eantese.<br \/>Muitas cr\u00edticas surgiram quanto \u00e0 premia\u00e7\u00e3o do <em>Oscar<\/em> de Melhor Atriz e seu poss\u00edvel etarismo. Contudo, \u00e9 dif\u00edcil afirmarmos, com certeza, se houve discrimina\u00e7\u00e3o et\u00e1ria, ainda que, de tempos em tempos, a Academia de Artes e Ci\u00eancias Cinematogr\u00e1ficas busca dar mais \u00eanfase a uma jovem atriz que est\u00e1 al\u00e7ando voos rumo ao estrelato (aqui podemos citar novamente Gwyneth Paltrow).<br \/>Levando em conta essa cr\u00edtica, \u00e9 importante buscarmos o hist\u00f3rico recente da Academia: nas \u00faltimas dez edi\u00e7\u00f5es, o <em>Oscar<\/em> de Melhor Atriz foi concedido quatro vezes a mulheres com menos de quarenta anos [Brie Larson, Emma Stone (duas vezes) e Mikey Madison] e seis vezes a mulheres acima dessa idade [Frances McDormand (duas vezes), Olivia Colman, Ren\u00e9e Zellweger, Jessica Chastain e Michelle Yeoh], mostrando nesse recorte atual um equil\u00edbrio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 entrega do pr\u00eamio a mulheres maduras e a mulheres mais novas.<br \/>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que o etarismo \u00e9 um ponto a ser discutido em Hollywood, no que se refere \u00e0s mulheres. No entanto, ao menos em termos da premia\u00e7\u00e3o no <em>Oscar<\/em>, esse n\u00e3o parece ser um problema evidente.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-12-1024x617.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Emma Stone, considerada Melhor Atriz em duas edi\u00e7\u00f5es do <\/em>Oscar<em>: 2017 e 2024.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Mas existe outro ponto importante que merece reflex\u00e3o, no que diz respeito a Demi Moore ter perdido o <em>Oscar<\/em>: o fato de ela haver sido indicada por sua atua\u00e7\u00e3o em um filme de Terror, g\u00eanero que a Academia ignora totalmente desde sempre, ainda mais se tratando de uma obra de horror corporal bastante chocante e pol\u00eamica<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>\u00c9<\/span> sabido que o <em>Oscar<\/em> foi criado para premiar os grandes filmes de Drama, que ficavam muito longe da popularidade de filmes de g\u00eanero, como, por exemplo, as com\u00e9dias de Charles Chaplin.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-13-1024x601.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>A foto acima, retirada de<\/em> Tempos Modernos <em>(<\/em>Modern Times<em>), um cl\u00e1ssico do Cinema, mostra os atores principais do filme: Paulette Goddard (1910-1990) e Charles Chaplin (1889-1977)<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>L<\/span><\/em><em>an\u00e7ado em 1936, <\/em>Tempos Modernos<em> foi escrito, produzido, dirigido e estrelado por Charles Chaplin, respons\u00e1vel tamb\u00e9m pela trilha sonora do filme.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Abre outro par\u00eantese<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>C<\/span>haplin praticamente foi ignorado pela Academia (em 1972, ele recebeu um <em>Oscar<\/em> Honor\u00e1rio), apesar de ele sempre ter demonstrado n\u00e3o ligar muito para o pr\u00eamio<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>F<\/span>echa esse par\u00eantese<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>A<\/span>credito que j\u00e1 passou da hora do reconhecimento do Terror, que sempre foi jogado a escanteio, mesmo sendo, em minha opini\u00e3o, um dos g\u00eaneros mais cinematogr\u00e1ficos e ousados<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>A<\/span>penas uma \u00fanica vez um filme considerado de Terror venceu o <em>Oscar<\/em> de Melhor Filme. Foi <em>O Sil\u00eancio dos Inocentes<\/em> (<em>The Silence of the Lambs<\/em>, 1991), dirigido por Jonathan Demme. Surpreendentemente, o filme ganhou tamb\u00e9m o pr\u00eamio de Melhor Roteiro Adaptado (Ted Tally), Melhor Diretor, Melhor Ator (Anthony Hopkins) e Melhor Atriz (Jodie Foster). Mas, convenhamos, apesar de ser uma obra-prima, ele est\u00e1 muito mais para um suspense ou horror psicol\u00f3gico do que para a sanguinol\u00eancia expl\u00edcita de <em>A Subst\u00e2ncia<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/><\/span><\/em><span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">J<\/span>\u00e1 tivemos outras atua\u00e7\u00f5es premiadas em filmes de Terror, Suspense ou de est\u00e9ticas mais sombrias: Ruth Gordon (Melhor Atriz Coadjuvante \u2013 1969), por\u00a0<em>O Beb\u00ea de Rosemary (Rosemary&#8217;s<\/em><em>\u00a0Baby<\/em>, 1968); Kathy Bates (Melhor Atriz \u2013 1991), por\u00a0<em>Louca Obsess\u00e3o<\/em> (<em>Misery<\/em>, 1990); e Natalie Portman (Melhor Atriz \u2013 2011), por\u00a0 <em>Cisne Negro <\/em>(<em>Black Swan<\/em>, 2010). No entanto, s\u00e3o exce\u00e7\u00f5es que confirmam a regra. Isso fica evidente em tempos mais recentes, quando atua\u00e7\u00f5es femininas de muito destaque em filmes desse perfil foram ignoradas [Toni Collette, por Heredit\u00e1rio\u00a0 (<em>Hereditary<\/em>, 2018); Lupita Nyong&#8217;o, por <em>N\u00f3s<\/em> (<em>Us<\/em>, 2019); e Mia Goth, por <em>Pearl<\/em> (<em>idem<\/em>, 2022)], motivando muitas cr\u00edticas do p\u00fablico e questionamentos sobre o motivo de o Terror ser t\u00e3o desprezado no <em>Osca<\/em>r.<\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-14-1024x575.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Natalie Portman, interpretando Nina Sayers, uma perfeccionista bailarina profissional, em<\/em> Cisne Negro<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cauim.org\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/demi-15-1024x576.jpg\" alt=\"\" \/><\/figure>\n<p><\/p>\n<p><em>Mia Goth, representando Pearl, uma jovem paranoica, em <\/em>Pearl<em>, um filme do g\u00eanero<\/em> Slasher<em>.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Creio, acima de tudo, ser importante uma an\u00e1lise cr\u00edtica ampla sobre o etarismo hollywoodiano, mas tamb\u00e9m sobre como um g\u00eanero como o Terror sofre tamanho preconceito justamente pelos seus pr\u00f3prios pares da ind\u00fastria<span style=\"color: var(--uicore-typography--p-c,'#070707'); font-family: var(--uicore-typography--p-f,'Inter'); font-size: var(--uicore-typography--p-s,'10px'); font-style: var(--uicore-typography--p-st,'normal'); font-weight: var(--uicore-typography--p-w,'600'); letter-spacing: var(--uicore-typography--p-ls,'-0.027em'); text-transform: var(--uicore-typography--p-t,'none'); background-color: rgba(255, 255, 255, 0);\">.<br \/>N<\/span>\u00e3o tenho d\u00favida de que, quando o g\u00eanero passar a ter a aten\u00e7\u00e3o e o destaque merecidos, alguns filmes ser\u00e3o considerados \u2013 da mesma forma que os grandes dramas \u2013 de primeira linha. Ent\u00e3o, magn\u00edficas e ousadas atua\u00e7\u00f5es, como a de Demi Moore em <em>A<\/em> <em>Subst\u00e2ncia<\/em> receber\u00e3o, fatalmente, o devido reconhecimento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Bruno Ricardo de Souza Dias \u00e9 licenciado em Hist\u00f3ria e um grande conhecedor de filmes.<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruno Ricardo de Souza DiasEdi\u00e7\u00e3o: Marco Aur\u00e9lio Lucchetti Na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":6383,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[60],"tags":[],"class_list":["post-6382","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-cinematografo"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v21.4 - 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